Psicologia · Questões de prova

Uma abordagem evolucionista do comportamento animal

Por: Clara Mendes

Este foi um trabalho que fiz na matéria Psicologia Evolucionista e resolvi postar a resenha crítica para vocês. Ressaltando que é só do 1º capítulo do livro.


John Alcock é americano, professor em comportamento animal, biólogo, autor e começou sua carreira observando aves. Acredita que a teoria darwinista é dividida em uma parte adaptacionista e outra parte é a história evolutiva. 

Ainda hoje, o comportamento animal é um assunto de grande importância prática. Estudos são vivenciados por milhares de naturalistas curiosos que tentam descobrir porque os animais desenvolvem certos comportamentos.

Vários estudiosos fizeram pesquisas para responder o motivo pelo qual os machos do arganaz-do-campo são monogâmicos se a maioria das outras espécies de mamíferos é poligínica. A reposta que Larry Young e seus pesquisadores adquiriram foi que quando esse acasala várias vezes com a mesma fêmea, a vasopressina (um tipo de hormônio) é produzida e liberada promovendo sensações reforçadoras relacionadas a certos comportamentos. Assim a produção das células é disparada e afeta vias neurais ocasionando ao animal um retorno positivo.

Young descobriu que o gene AVPR1A trazia certa influência no sistema de acasalamento de roedores e deduziu que se algumas cópias desse gene pudessem ser colocadas em células do cérebro de um macho dessa mesma espécie, eles tornariam as relações entre macho e fêmea ainda mais forte do que o normal. Os machos geneticamente modificados, agora ricos em receptores, realmente construíram vínculos fortes com suas fêmeas parceiras. Essa equipe de pesquisadores concluiu então que o gene AVPR1A verdadeiramente contribui para o comportamento monogâmico do macho de arganaz-do-campo na natureza.

Segundo Alcock (2011, p.5), Jerry Wolff e seus colaboradores explicaram que a monogamia no arganaz-do-campo ocorre porque, no passado, os machos dessa espécie que formaram laços fortes de apego com suas parceiras deixaram mais descendentes do que machos com tendência poligínica. Machos que se unem a uma parceira são reprodutivamente bem-sucedidos, pois evitam que ela copule com outros. Portanto, a monogamia pode de fato aumentar o sucesso reprodutivo do macho, mesmo que machos monogâmicos, por escolha, recusem a ter filhotes com mais de uma fêmea.

A seleção natural é uma maneira pela quais particularidades hereditárias que cooperam para a sobrevivência e reprodução de determinada espécie se tornam mais comuns numa população. Isto ocorre porque indivíduos com características favoráveis obtém mais resultado na reprodução, de modo que mais indivíduos na próxima geração herdem estas características.

Se por um acaso um gene do arganaz-do-campo tenha sofrido alteração mudando seu comportamento fazendo com que continue com sua parceira após acasalar impedindo que copule com outro macho, sendo pai de todos os seus filhos, se destacando entre sua espécie, a configuração genética da geração descendente mudará tornando a monogamia mais comum. Se machos com esse comportamento tiver mais descendentes que machos de comportamento diferentes, a maioria apresentará o comportamento de monogamia. Neste caso a evolução ocorrerá porque as diferenças hereditárias tornam-se mais frequentes na população.

Porém se futuramente o ambiente mudar favorecendo machos de comportamento de poliginia, a população poderá perder a monogamia. Então através de seleção natural ou eventualmente por meio de descendência genética o comportamento de monogamia se tornará raro.

Evolução, no contexto biológico, se designa pela mudança das características hereditárias de uma população de uma geração para outra. Mutações genéticas produzem novas características ou alteram características já existentes, sucedendo no aparecimento de diferenças hereditárias entre seres. Ou seja, provavelmente todas as espécies passaram por seleção natural no passado.

Logo, o comportamento animal de modo particular pode ser explicado após entendermos seu desenvolvimento durante a vida e o funcionamento de seus mecanismos internos depois de construídos.

A teoria darwiniana relata que as mudanças evolutivas são inevitáveis se houver: variação entre membros de uma mesma espécie que apresenta características diferentes, hereditariedade onde os pais transmitem suas características distintas ao filhote e sucesso reprodutivo diferencial.

A seleção natural de Darwin foi relacionada à hereditariedade de Mendel, em 1930, com intuito de formar a síntese evolutiva moderna, onde foram combinados as unidades e o mecanismo de evolução (genes e seleção natural).

ALCOCK, J. Comportamento animal: uma abordagem evolutiva. 9ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.


Então é isso meus amores. Mudei os dias de post aqui no blog porque estava muito corrido pra mim. Portanto, agora postarei nas quartas e sábados. Um beijo e fiquem com Deus.

Me siga nas redes sociais: 

Instagram: m.clara_araujo                                                Facebook: Clara Mendes

Anúncios

2 comentários em “Uma abordagem evolucionista do comportamento animal

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s